
Acho que todo mundo começou no swing como eu: indo a uma boate liberal.
Não vou negar que a 1ª vista é uma experiência bem impactante, mas se você já tem a curiosidade, e porque não dizer, a maldade, acaba achando uma situação bem interessante.
Eu passei a vivenciar o swing em 2005, com meu ex, e essa "vida" sempre foi extremamente deliciosa para mim.
Todos os sábados estava eu, me acabando em todos os sentidos no lugar que sempre chamei de minha 2ª casa, e que infelizmente hoje esta fechada.
O final de semana em que eu não ia para a tal boate, era um fim de semana morto, sem graça e extremamente monótono.Ali, em algumas épocas, foi minha válvula de escape para os problemas do dia-a-dia que cismam em aparecer.
Ali era o meu mundinho: onde eu era extremamente livre para realizar as minhas fantasias, ser eu mesma (com a minha gama de defeitos e qualidades) sem correr o risco (ou pelo menos era assim que eu pensava) de ser julgada por ninguém.
Depois de passar 2 anos afastada do swing e das boates, acho que perdi o ritmo ou o tato para lidar com isso.
Hoje em dia não é um local em que eu tenha necessidade de estar.Mas em tese, acho que sei o porquê.
O tempo passou, o local mudou, as pessoas mudaram e, eu mudei.
Coisas que antes não me incomodavam, hoje causam certo desconforto.
Se tem uma coisa que me irrita profundamente são os "famosos", as "celebridades swingueiras", pessoas que se acham a última garrafinha de água mineral do deserto.
Muitos vão dizer:"Te incomodam porquê?Vc é melhor do que alguém?".
Pior que não sou, mas essas pessoas esquecem que elas também não são e acabam perdendo todo o encanto por serem extremamente esnobes e prepotentes.
Não vou para boates só pelas pessoas que lá estarão, mas também por causa delas.
E algumas pessoas (uma minoria) tem o péssimo hábito de "tirar os outros dos pés à cabeça" como se esses não se enquadrassem no "mundo dos perfeitos do swing".
Um amigo sempre me disse que swing é diversidade.E ele estava certo.
Tem para todos os gostos:branco, negro,índio, alto,baixo, gordo, magro, loira, morena, ruiva...
Swing na minha opinião é ser você mesmo, sem as amarras e preconceitos que a vida nos obrigada.
Lá posso usar a minha roupa curta, transparente, decotada, dançar até o chão, beijar as mulheres, os maridos delas, sem ser taxada como piranha ou algo do tipo.
O fato de um casal, mulher ou homem não se enquadrar no seu perfil não quer dizer que são pessoas desnecessárias.
Gosto é como bunda:cada um com a sua.
Gostaria que as pessoas curtissem mais e esquecem de julgar os outros.
Com certeza, teriam mais tempo para "swingar".
Ahhhh, como eu queria os áureos tempos da RT novamente.
Como já dizia uma música que eu ouvia muito quando criança: "Tempo bom que não volta mais, saudades todos temos iguais."
Beijinhos
Sra. Surprise
P.S.Nesse post, peguei carona no momento saudosista de amigos em seu blog.